
O que você vai encontrar
Um piloto útil começa com uma tarefa delimitada e um critério de aprovação. Resumir um alerta é diferente de autorizar uma ferramenta a bloquear uma conta. A avaliação precisa considerar tanto a qualidade da resposta quanto o efeito de uma decisão errada.
1. Escolha uma tarefa e uma referência de comparação
Considere, por exemplo, produzir um rascunho de resumo de incidente a partir de registros já revisados. Defina quem lê o resultado, quais campos são obrigatórios e o que continuará sob decisão do analista. Separe casos representativos, inclusive alertas incompletos e falsos positivos, para comparar o fluxo atual com o piloto.
Não use uma demonstração bem-sucedida como evidência de desempenho em todos os incidentes. Registre a versão do modelo, as instruções e o conjunto de avaliação para conseguir repetir a comparação.
2. Delimite os dados e as permissões
Mapeie o que sai do ambiente: registros podem conter nomes, endereços IP, identificadores ou segredos. Remova o que não for necessário e verifique retenção, acesso administrativo e uso de dados pelo fornecedor. Executar localmente também exige controle de acesso e proteção dos registros.
- Use dados sintéticos ou devidamente preparados na avaliação inicial.
- Separe a conta de teste das credenciais de produção.
- Limite conectores à leitura e aos recursos indispensáveis.
3. Teste falhas antes de permitir ações
O perfil NIST AI 600-1 descreve riscos próprios ou ampliados pela IA generativa, incluindo confabulação e segurança da informação. No piloto, inclua um alerta com instruções maliciosas dentro do texto, uma fonte contraditória e uma pergunta sem evidência suficiente.
O resultado esperado pode ser recusar a conclusão ou pedir revisão. O modelo não deve transformar texto de um registro em autorização para executar comandos, abrir links ou transmitir dados.
4. Meça qualidade e esforço de revisão
Conte conclusões sem suporte, campos incorretos e casos que exigem retrabalho. Meça o tempo total, incluindo conferência pelo analista, e compare casos semelhantes. Defina antecipadamente quais erros impedem o uso; uma média boa não compensa a exposição de um segredo.
Quando houver ação automatizada, exija autorização fora do modelo, escopo mínimo, trilha de auditoria e uma forma testada de interromper o fluxo.
5. Decida com evidências do seu ambiente
A entrega do piloto deve reunir escopo, amostra, resultados, limitações e responsável pela decisão. Amplie um caso de uso de cada vez e reavalie mudanças de modelo, dados ou conectores. Uma ferramenta de IA pode ajudar no trabalho; ela não comprova, sozinha, a segurança de uma operação.
Para organizar a avaliação, consulte o checklist de IA e conheça a proposta da Cortex.
